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* Missão: Pedido de Demissão – Completed * julho 23, 2009

Posted by *Steph* in Bláblábá.
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Pois é!!!

Hoje o post é pra comemorar mais um passo dado! Incrível como esse ano foi marcado de grandes conquistas e superação de traumas e restrições que eu tinha. (Bem que minha mãe sempre disse: “Quando você crescer você vai ver!” Nada como a sabedoria e experiência maternal.)

Não que eu tenha aprendido muita coisa (muito menos do que eu gostaria de ter aprendido), mas não posso reclamar de tudo que rolou nesses últimos 12 meses.

Na terça-feira finalmente tomei coragem e pedi demissão de onde eu trabalhava. E consegui tomar a decisão sozinha, assim, de repente.

Passei semanas (pra não parecer exagerada… porque foram meses) me estressando e me sentindo (como diz a Thais) “o cocô do cavalo do bandido”. Tudo já parecia tão grande, tão monstrengo… eu mesma estava monstrenga, nem me reconhecia mais.

A distância do Rafa na estadia dele no Maranhão (2 meses longe), a minha fragilidade frente à problemas anteriores aqui no serviço (e acho que isso merece um post sozinho, porque preciso falar e pode ajudar muitas pessoas que passam pelo mesmo problema a se defender – prometo que vou fazer uma pesquisa e escreverei sobre o causo) e muitas outras decepções que decorreram nesse meio tempo fizeram de mim uma Steph doida, cheia de neuras e estranha… muito estranha.

E as coisas começaram a sair do profissional, e meus motivos começaram a ser simplesmente emocionais, com direito à shows de choradeira e xingos e berros e tudo aquilo que vocês devem ter também quando xilicam… E, xilicar já não era uma coisa que acontecia de vez em quando, acontecia de vez em sempre… Fiquei doida… ixi…

O mais engraçado (ou não!) é que quase destruí tudo que contruí com o sr. namorido (agora noivo) discutindo coisas e mais coisas, me sentindo tão incompreendida… pedindo pra ele paciência…

… e em uma reunião como as de sempre (daquelas que não me acrescentavam nada, nem resolviam nada, serviam apenas para ficar discutindo coisas sem sentido e fazer você se sentir ainda mais “o cocô do cavalo do bandido”), me caiu a ficha. Percebi o porquê de todas as coisas, uma a uma. (Parecia que o orelhão onde eu tinha colocado as minhas fichas tivesse desemperrado de uma vez só e as fichas começaram a cair como se eu tivesse ganho naquelas maquininhas de aposta de R$ 0,25 rsrrs)

De repente, tudo fez sentido. E me dei conta de que a ânsia de sair daqui correndo não era por coisas pessoais, nem por me sentir o tal do cocô… Mas era porque eu não estava mais crescendo profissionalmente, não aprendia mais nada, cheguei à um ponto onde eu só ensinava, ensinava e nunca saia do lugar onde estava. Vi as oportunidades chegando e do mesmo jeito que chegaram, foram embora. E sou uma profissional em início de carreira… preciso aprender, preciso de novos desafios e novas experiências.E preciso crescer. (quando eu falo crescer, estou falando não só profissionalmente. Aprendi que toda experiência profissional traz grandes mudanças pessoais. O contato com pessoas diferentes, com pensamentos e experiências diferentes, isso ajuda muito a construir na mente um: ‘O que eu quero e não quero pra mim’.)

Nunca me disseram que ser adulto era fácil. Acho que com o tempo a gente vai pegando os truques de como, quando e o que fazer. Mas apesar de tudo, acho que estou dando passos na direção certa! E, sem dúvidas, tenho muito o que comemorar por mais esse tabu quebrado na minha vida. (E mais do que um tabu, consegui resolver um problema de forma racional – coisa que eu julgava praticamente impossível pra mim. Ok. Venci meu próprio obstáculo. \o/)

Pra todo mundo que teve a maior paciência comigo nesse momento difícil: Muito obrigada pela força.

E pro sr. namorido: Obrigada por me amar, mesmo eu me tornando uma monstrenga desanimada, mal trapilha e desarrumada.

(Vixe maria o_O …. desembestei a escrever!! rsrsrsrs O que só comprova minha teoria de que só consigo escrever quando estou de bem comigo mesma! Yes, we’re back!!!! \o/)